The cook
- Gustavo Gontijo
- São Paulo
- Planner, se é que isso diz alguma coisa...
domingo, 20 de janeiro de 2008
Pimp my Post
No site você pode "tunar" seu mouse como quiser, e o mais votado pelo público ganha 200 reais em produtos da rede. Mecânica similar a outra ação que também bebeu da mesma fonte, Pimp my Fox.
Por que estou escrevendo este post?
Para lançar essa idéia, que pode ser usada tanto por uma marca de tênis quanto de celulares.
Imagine "Pimp my snickers" ou "Pimp my cellphone".
A ação poderia estar atrelada à venda, permitindo que a pessoa compre o produto que criou. Uma idéia alinhada a uma das 8 tendências mais importantes de 2008 (MIY - Make it yourself), de acordo com o ótimo trendwatching.com.
* Canjica *
sábado, 29 de setembro de 2007
Masturbe seu ego
Se você trabalha em uma agência de comunicação sabe que o tamanho dos egos é algo que definitivamente torna o trabalho mais difícil e tortuoso. Aqueles egos inflados habitando o mesmo espaço muitas vezes causam problemas, tanto entre colegas de trabalho quanto em relação ao próprio trabalho.
Isso é algo que me deixa um pouco irritado.
Tudo bem você ficar feliz por contribuir com a equipe, satisfeito com seu desempenho ou até mesmo orgulhoso de uma idéia criativa. Isso é algo intrínseco ao ser humano. O problema é quando você cruza a linha tênue que separa o orgulho saudável do orgulho puramente medíocre.
O que eu quero dizer com orgulho puramente medíocre?
É aquilo que faz você ficar cego para as coisas que acontecem ao seu redor porque você está muito concentrado em olhar para seu próprio umbigo. É aquele instinto imbecil de gritar aos quatro cantos que a idéia é sua, quando na verdade idéias não pertencem a ninguém. É aquela pessoa que tratam essas "suas" idéias como se fossem filhos ("Olha só que bonitinha, você acredita que é minha filha?"; "Puxou ou não puxou o pai?").
Com isso perde-se o foco, que migra do objetivo de se alcançar o melhor resultado para a simples vontade de defender aquela determinada idéia ou opinião pessoal. Você sabe do que estou falando. É bastante comum no meio publicitário.
Mas por que esse discurso agora? Estaria eu revoltado? Minha mulher dormiu de calça jeans? Não! É porque esse post é justamente uma "homenagem" aos medíocres de egos inflados.
Porém eu não tenho nada a dizer a eles. Apenas divulgarei aqui a ferramenta para que possam se auto-homenagear, masturbando seus próprios egos. Assim quem sabe eles parem de insistir que as pessoas ao seu redor o faça.
Clique aqui e comece a masturbação.
terça-feira, 25 de setembro de 2007
Believe and Leave Nothing
Obras-primas que encantam pela perfeita execução das idéias.
Believe - Halo 3 / X-Box 360º:
Leave Nothing - Nike:
Esse da Nike é dirigido pelo Michael Mann, de Miami Vice, Colateral, Ali, O Informante, Fogo contra Fogo e O último dos Moicanos, cuja trilha sonora também compõe o comercial, tornando-o ainda mais emocionante.
* Banana e Maçã *
sexta-feira, 31 de agosto de 2007
O que você faria por uma Ferrari?
É o caso do vídeo que você assiste clicando aqui.
Ainda não sei do que se trata, mas ele funciona como um "mini-viral" da Ferrari.
Esse talvez seja um caminho interessante.
Já que a internet favorece a pulverização de idéias e do próprio consumo (vide o fenômeno "The Long Tail"), ao invés de buscarmos a "big idea", será que não é tão eficiente quanto emplacar uma série de "small (but good) ideas"?
Seguindo esse raciocínio, talvez a solução seja mesmo dar às pessoas as ferramentas necessárias para que elas possam criar seus próprios "virais". Porém sem cair no erro de limitar a criatividade e as possibilidades, transformando o potencial viral em publicidade padronizada.
É justamente aí que entra aquela discussão sobre o controle que temos (ou não) de nossas próprias marcas. Mas vou deixar para outro post. Tenho que sair para uma reunião.
* sem café-da-manhã *
terça-feira, 14 de agosto de 2007
Perca tempo lendo esse post
É muito bom ver uma idéia simples e bacana no ar.
Uma idéia que, independente da mídia, consegue se sobressair com força e consistência. E quando essa idéia está totalmente alinhada ao conceito do produto e consegue transmití-lo de maneira lúdica e relevante, melhor ainda.
Este post pretende mostrar uma idéia assim.
O anunciante é a Sprint, operadora de telefonia celular que acaba de lançar uma nova promoção: agora seus usuários poderão falar de graça com qualquer outro número Sprint a partir das 7 da noite, e não a partir das 9, como é o normal desse tipo de promoção nos EUA (pelo menos é o que o site deixa transparecer). Ou seja, as pessoas ganham 2 horas.
Mas afinal, o que são 2 horas? É muito pouco, poderia pensar uma pessoa que acaba de ver a comunicação da promoção. Poderia, se não fosse a solução on-line encontrada pela agência responsável pela conta (infelizmente não descobri qual é).
Sob o conceito "Fast-forward trought the boring parts of life" ("Avance as partes chatas da vida"), eles lançaram o hotsite waitless.org, com vídeos muito engraçados de pessoas realizando atividades cotidianas com maior rapidez - e nos ensinando como fazer também. Chamaram essa seção de "Sprintcuts", uma brincadeira com a palavra Shortcuts, atalho em inglês.
São vídeos que mostram como retirar a casca de um ovo cozido quase que instantaneamente (essa eu vou usar), como amarrar os cadarços com mais velocidade (não consegui: falta de coordenação) e como estacionar seu carro sem perder tempo (essa eu nem vou arriscar).
Mas o mais legal é que para mostrar como esse pequeno ganho de tempo faz diferença, eles calculam o tempo de vida que você ganha ao adotar essa maneira mais rápida de fazer as coisas. Por exemplo, ao abrir garrafas de vidro da forma como eles ensinam você economiza 4 dias de vida.
Para estimular a imersão e o constante interesse das pessoas, o hotsite permite o upload de seus próprios Sprintcuts, além de enviar novos Sprintcuts por e-mail assim que forem disponibilizados.
Dessa forma eles conseguiram materializar os benefícios do novo serviço, e provam de maneira envolvente que a operadora não está 'dando 2 horinhas' para seus usuários, mas sim a possibilidade de economizar um tempo precioso de suas vidas.
Por essa razão finalizo o post com o slogan da Sprint. Ahead.
* Maçã e Iogurte *
segunda-feira, 6 de agosto de 2007
Inovação precisa vir do outro lado do mundo?

Ontem li uma frase no blog do Seth Godin que julgo ser muito correta.
Traduzindo: Não é porque está no cardápio que você deve pedir.
Resolvi citá-la aqui pois ela vai de encontro à obsessão pela inovação que tomou conta do mercado publicitário. Hoje em dia não existem mais briefings sem os dizeres "inovação", "ações inovadoras" ou "impactar o consumidor de maneira inusitada". Acredito que isso esteja causando uma espécie de miopia entre os publicitários.
Explico. Por essa razão, muitos estão esquecendo que não podemos 'descolar' a inovação do consumidor, do dna da marca e de seus objetivos mercadológicos. A inovação pela inovação é quase que uma forma de arte vanguardista. É uma releitura do parnasianismo para os tempos modernos.
Ser a marca "mais inovadora do mundo" pode ser interessante para empresas de telecomunicações, mas será da mesma forma interessante para uma fabricante de ração para cachorros?
Portanto, antes de pensar em ações inovadoras, pense em ações relevantes. E caso você já tenha pensado bastante, apenas lembre-se de que inovação não tem nada a ver com parafernálias tecnológicas ou dispositivos digitais interativos.
Isso pode até ser inovador, mas inovação não se resume a isso.
A inovação nasce de idéias simples.
Quer ver um exemplo de inovação com relevância e simplicidade? Está aqui.
Agora imagine o briefing dessa "ação". Acredito que ele tenha sido plenamente atendido.
* Vitamina de mamão com banana e pão francês com mortadela*
sexta-feira, 3 de agosto de 2007
Filosofia de merda
Se um dia você estiver sentindo dificuldade para ter idéias, culpe os donos de cachorros que não limpam os dejetos dos mesmos quando saem para passear.
Explico.
Fiz essa constatação ao desviar (por pouco!) de cocô de cachorro numa calçada próxima à minha agência, na semana passada. Foi quando comecei a andar olhando para o chão, perdendo muito do que se passava ao meu redor naquele momento – ou quase tudo.
Afirmo isso porque ao chegar a meu destino não saberia dizer o nome de três estabelecimentos pelos quais passei no caminho. E se alguma trivialidade do dia-a-dia iria me trazer inspiração maior que qualquer “desk research profundo”, simplesmente não aconteceu.
Esse episódio é cada vez mais corriqueiro nas grandes metrópoles. As pessoas estão se acostumando a olhar para o chão enquanto caminham pela rua. Cabisbaixas, com medo de surpresas fétidas e inesperadas. Isso ocorre porque já é de conhecimento público a grande possibilidade de pisar em fezes caninas num passeio pelo bairro. E ninguém quer que isso aconteça. Muito menos nós, publicitários, em nossos tênis descolados.
Mas agirmos assim estamos deixando de olhar para as coisas ao nosso redor. Estamos demasiado preocupados com o cocô, aquele pontinho marrom e pastoso no chão, enquanto o mundo vai passando diante dos nossos olhos.
Por que então não preferimos fazer um life research ao invés do já conhecido desk research?
Tem muita coisa acontecendo à nossa volta, e eu não me refiro a ações de guerrilha ou vídeos virais criados por agências. Eu me refiro à vida comum. Pessoas, coisas, discussões, acidentes, relacionamentos, curiosidades, fenômenos naturais, enfim, vida.
Portanto olhe para os lados, olhe para cima, olhe para baixo, olhe ao redor. Abra os olhos!
Se continuarmos olhando para o chão com medo de pisarmos em cocô, o próximo passo será recomendarmos aos nossos clientes uma “ação inovadora” de guerrilha urbana: publicidade de merda (entendam o que quero dizer nesse site, que tem um propósito bacana: Made you think).
Assim como a URL propõe, o site realmente nos faz pensar nisso tudo. Mas, principalmente, mostra que boas idéias podem surgir a qualquer momento, até mesmo num simples passeio pelas ruas de sua cidade.
Por isso, se eu pudesse dar apenas um conselho, seria: esqueça o filtro solar e use galochas!
* Misto Quente e Vitamina *