The cook

São Paulo
Planner, se é que isso diz alguma coisa...
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terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Bateu aquela fome? Pega o mouse e pede.

Sabe aquela sensação que nos invade quando indagamos "por que não pensei nisso antes"? Então: www.garconete.com.br .

O portal Garçonete foi inaugurado em 2007 e se orgulha de ser a primeira praça de alimentação da web no Brasil. Não é para menos, uma vez que o potencial econômico do e-commerce certamente vai render bons frutos no segmento de 'alimentação/delivery'. Uma aposta inteligente, principalmente pelo desenvolvimento de um sistema que faz a interface entre cliente e restaurante sem exigir que o último precise estar conectado à internet. O pedido detalhado chega pela linha telefônica, por meio de um POS (máquina semelhante àquelas de cartão de crédito/débito).

O consumidor não é cobrado pelo serviço, e encontra no site uma grande variedade de restaurantes, divididos entre diferentes tipos de cozinha. Para facilitar o processo de escolha, ele pode facilmente navegar entre o cardápio dos restaurantes, sem música de espera ou atendentes que "vão estar anotando" seu pedido. O único "trabalho" do usuário é clicar no link de confirmação de pedido enviado por e-mail para evitar fraudes ou trotes.

O Garçonete não é operadora de telefonia celular, mas é simples assim (piadinha infame de publicitário idiota - desculpem-me).

Eu já sou usuário do serviço há algum tempo, mas resolvi escrever um post somente agora porque gostei bastante das recentes iniciativas de marketing da empresa, que mostrou estar levando o negócio muito a sério. Para começar, conheci o portal clicando em um link patrocinado do Google, mídia altamente segmentada e assertiva. Agora estão realizando uma completa reestruturação visual e funcional do site, que em 31 dias ficará mais moderno e dinâmico. Mas o mais bacana é que criaram um blog para que todos possam acompanhar o processo de desenvolvimento do novo site. Só vai ficar faltando uma ação com mecânica viral... :)

Nasce o Submarino da categoria "Food delivery"?


* Waffer (esqueci o sabor) *

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

As Árvores de Natal somos Nozes (I)

Para entrar no clima natalino, publicarei aqui imagens ou vídeos de árvores de natal interessantes que eu encontrar por aí, em minhas andanças pela internet. Darei preferência para modelos que reflitam comportamentos ou tendências sociais, como essa aí embaixo:



"Mas que porra de tendência social esse raio de árvore nerd reflete?", você deve estar se perguntando.

Calma, amigo exaltado. Podemos afirmar que essa árvore - instalada em Madrid, Espanha - foi inspirada no clássico jogo "Pac-Man", e por isso traz uma essência vintage. Essa tendência fica evidente na linha retrô de refrigeradores da Brastemp e camisetas de lojas bacaninhas, por exemplo. Esse é um reflexo do atual resgate de antigos valores e referências, presente em algumas camadas da sociedade (principalmente entre jovens-adultos).

Bullshit?
Vai saber...
Talvez o artista responsável seja apenas um geek de 45 anos fã incondicional do jogo. Eu prefiro acreditar que não.


* Leite com cereais e bolacha Maizena *

terça-feira, 27 de novembro de 2007

O efeito dominó

Em minhas andanças pela internet descobri um site holandês bem original, que provavelmente é uma espécie de e-commerce. Digo provavelmente porque... bem, veja por você mesmo clicando aqui.

Apesar de não entender bulhufas, achei esse um caminho bem interessante e inovador. Esse exemplo é capaz de mostrar o poder de uma idéia, que quando é realmente boa acaba até mesmo quebrando barreiras linguísticas.

Minha percepção é de que essa interface interativa pode ser usada para criar uma experiência de compra mais divertida e diferenciada, saindo do tradicional formato de sites como Submarino ou Americanas. Pode até ser que nesse exemplo seja apenas perfumaria, mas creio que isso pode ser usado de uma maneira funcional, estimulando as vendas.

Mas não posso ser injusto. Apesar da idéia ser boa, ela não é nova. Já vimos esse 'efeito dominó' anteriormente na premiada propaganda "The Cog", da Honda, e mais recentemente em uma propaganda da cerveja Guinness, intitulada "Tipping Point". Veja ambas abaixo:





De qualquer forma, esse foi um uso diferenciado, e muito bem adaptado para a Internet.


* Banana e Leite com Cereais *

sexta-feira, 14 de setembro de 2007

How many messages must a man send to friends?


Eu adoro Bob Dylan. Um músico, um poeta.

E no dia 1o. de outubro de 2007, em menos de um mês, será lançado seu álbum de retrospectiva com 3 discos e 51 faixas, entitulado "Dylan".

Para divulgar o lançamento dessa preciosidade musical, que resgata clássicos eternos do folk-rock, nada melhor que aproveitar a força de de transmissão da internet, amparada por uma mecânica simples, mas que por isso mesmo apresenta grande poder viral.

Trata-se de um site criado exclusivamente para a divulgação: www.dylanmessaging.com

Nele você encontra uma já conhecida mecânica viral. A personalização de uma mensagem para enviar aos amigos. Só que essa velha solução ganha força renovada ao explorar a própria imagem de Dylan como o mensageiro que leva sua mensagem aos seus amigos.

Você escreve sua mensagem em um espaço de 10 cartazes, que são revelados 1 a 1 pelo próprio Bob Dylan ao som de "Subterranean Homesick Blues". Acredite, isso é altamente relevante para os fãs do cantor e potenciais compradores do novo álbum. Tanto que eu criei minha mensagem e enviei a amigos que compartilham do mesmo gosto musical.


"Johnny's in the basement
Mixing up the medicine
I'm on the pavement
Thinking about the government..."


* Iogurte de morango *

terça-feira, 11 de setembro de 2007

O caminho dos chips



Este é um vídeo-post, daqueles cujo único objetivo é estimular a reflexão.
O vídeo é antigo, mas só agora tive a oportunidade de colocá-lo aqui.

Você acredita que a humanidade está realmente seguindo o caminho apresentado no vídeo? Deixe um comentário.

* Manga *

quarta-feira, 15 de agosto de 2007

sábado, 4 de agosto de 2007

Comunicação na Era da Cauda Longa



Ao navegar pelo blog ADivertido, deparei-me com esse post.

Foi então que o grande poder de sedução da internet começou a agir sobre mim. Afinal, aquele livro que parecia tão interessante estava ali, a um clique. Tão longe, tão perto.

Eu não precisaria visitar nenhuma loja, mesmo porque provavelmente o livro ainda não pode ser encontrado por aqui. Bastava inserir os dados de meu cartão de crédito e em pouco tempo ele estaria em minhas mãos.

Você já sabe qual é o final da história.

Exemplos rotineiros como esse são o reflexo das mudanças que a internet causou em nossas vidas e, consequentemente, no modo que consumimos. É o que muitos estão chamando de "The Long Tail". Essa teoria diz que negócios como o Amazon.com - que possuem grande poder de distribuição - favorecem a venda de uma grande quantidade de produtos nichados em pequenos volumes em detrimento de produtos populares em grande volume.

Resumindo "The Long Tail" em uma frase: o futuro dos negócios é vender 'menos' (quantidade) de 'mais' (produtos).

E isso muda completamente a forma como encaramos a comunicação. Não que a mídia de massa fique obsoleta, ou que esforços pulverizados de publicidade sejam a solução. Nesse novo contexto, devemos ter sempre em mente qual produto queremos vender, e para quem pretendemos realizar essa venda.

Se você quer vender uma geladeira para donas de casa com baixo poder aquisitivo, a mídia de massa ganha força e talvez seja onde você deva concentrar seus esforços. Mas se você quer vender um livro de comunicação de marca não-convencional, muito provavelmente uma simples menção em um blog de propaganda é o suficiente.

Mas o melhor é que, com a popularização do acesso à internet, tanto a geladeira quanto o livro poderão ser adquiridos por impulso, no exato momento do impacto da comunicação. Foi assim comigo. Será assim com você?

(Caso alguém tenha lido esse post e comprado o livro, deixe um comentário :)


* Maçã *

quinta-feira, 17 de maio de 2007

Atenção passageiros!

Desde o dia 14/05 a pista principal do aeroporto de Congonhas está fechada para reformas. Como era de se esperar, isso vem sendo motivo de atrasos nos vôos. Aliás, o consumidor brasileiro já se transformou em refém desses atrasos há um bom tempo. Alguns culpam as companhias aéreas, outros a Infraero, e esta culpa aquelas.

Prova disso é a afirmação do brigadeiro José Carlos Pereira, presidente da Infraero, dizendo que as obras na pista principal do aeroporto não podem servir de justificativa para os atrasos. 'Todas as empresas aéreas sabiam [das obras]', afirmou Pereira.

Independente de quem seja a culpa, essa situação parece ser um pouco atípica na era da informação em que vivemos. Apesar da confusão nos aeroportos, da lamentação generalizada dos consumidores e de um ataque massivo da mídia, nenhuma reação consistente está sendo organizada pelos maiores prejudicados: os consumidores.

A atipicidade dessa situação vem do fato de que, com o advento da internet, o monopólio das mídias tradicionais migrou para o consumidor, que agora dispõe de uma série de ferramentas para interagir e se relacionar com marcas e produtos.

Para demonstrar isso, vamos pegar alguns exemplos do que está sendo feito lá fora pelos consumidores em relação às companhias aéreas. O cenário é completamente diferente, e pode mostrar a vasta gama de possibilidades e ferramentas que temos ao nosso dispor para efetivamente utilizarmos o “consumer power” – presente inestimável proveniente da era da informação.

Comecemos com o site seatguru.com.

Ele faz uma análise completa de 40 companhias aéreas de diferentes países. Com isso, o consumidor tem acesso a informações gerais a respeito de todas essas companhias, além de dicas para fazer o check-in, limitações de bagagem, exigências para a permissão de viagens de menores desacompanhados e animais.

Mas o site não pára por aí. Ao selecionar uma companhia aérea específica, o consumidor se depara com todos os modelos de aeronave utilizados pela mesma e pode selecionar aquela em que vai viajar. Fazendo isso o consumidor tem acesso a uma planta interna da aeronave, com a disposição dos assentos, a largura entre eles, o máximo grau de reclinação e, é claro, se são confortáveis.

Além disso, ícones identificam as saídas, saídas de emergência, lavatórios, disponibilidade de áudio, vídeo e outros serviços oferecidos durante o vôo.

Tudo disponível ao consumidor à distância de um único clique, para que ele faça a melhor escolha e tenha uma viagem agradável. E o melhor, sem nenhum custo!

Outro site (na verdade um blog) que joga a favor do consumidor – e contra as companhias aéreas – é o aircomplane.com.

Com o slogan “Complain about your airline experiences here” (Reclame de suas experiências aéreas aqui), ele se presta a funcionar como uma central de reclamações acerca das companhias aéreas. Qualquer consumidor insatisfeito pode enviar um relato de sua (má) experiência com qualquer companhia aérea e em pouco tempo ela é publicada, servindo como um aviso (serviço) aos outros consumidores.

Como se não bastasse, o blog disponibiliza on-line o Formulário de Reclamação do Departamento de Transportes Americano para qualquer consumidor imprimir e levar uma cópia sempre em mãos. Desta forma ele poderá enviar uma reclamação formal à Divisão de Proteção ao Consumidor da Aviação, responsável por tomar as medidas legais cabíveis.

Um terceiro site bem interessante, e que também segue a mesma linha, é o airlinequality.com.

Ele já acumula mais de 100.000 resenhas e opiniões de passageiros independentes sobre mais de 460 companhias aéreas e 520 aeroportos ao redor do mundo. Como o próprio site aponta: são passageiros reais com opiniões reais. Um prato cheio para qualquer consumidor insatisfeito – e para aqueles que querem evitar passar pelas mesmas desagradáveis experiências.

Atualizado diariamente, as resenhas e opiniões estão divididas por aeroporto e companhia aérea, facilitando a busca do consumidor pela informação que lhe for mais relevante.

Será que essas mesmas ferramentas pegariam por aqui?
Tenho a “leve” impressão de que sim...

Mas esses foram apenas três exemplos das magníficas possibilidades que a era da informação coloca a favor dos consumidores. E que cabe apenas a cada um de nós utiliza-las ou não.

Os consumidores de outros países parecem já ter despertado para essa realidade. Mas aqui no Brasil ainda dormimos em sono profundo, principalmente em relação ao mercado dos transportes aéreos – um dos que mais desrespeita e viola os direitos do consumidor.

Enquanto isso, a pista principal do aeroporto de Congonhas continua fechada para reformas. Mesmo não sendo desse tipo de reforma que precisamos...